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Notícias

11 de junho de 2026

El Niño 2026/2027 começa a se formar e exige atenção dos produtores para a próxima safra

A confirmação do início do fenômeno El Niño pela Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA) acende um sinal de atenção para o agronegócio brasileiro. O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, já está em desenvolvimento e pode ganhar intensidade ao longo do segundo semestre de 2026, influenciando o comportamento do clima em diversas regiões produtoras do país.

De acordo com os principais centros meteorológicos internacionais, existe elevada probabilidade de o El Niño permanecer ativo até o verão de 2027, com possibilidade de atingir intensidade moderada a forte. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) estima mais de 90% de chance de persistência do fenômeno até o final do ano, enquanto modelos climáticos indicam um cenário de fortalecimento durante a primavera e o verão do Hemisfério Sul.

Para o produtor rural, a principal preocupação está nos impactos sobre o regime de chuvas e nas consequências para o planejamento das lavouras. Historicamente, episódios de El Niño costumam favorecer volumes de precipitação acima da média na Região Sul do Brasil, especialmente durante a primavera e o verão. Em contrapartida, aumentam os riscos de excesso de umidade, alagamentos localizados, erosão, e maior pressão de doenças nas culturas.

No Rio Grande do Sul, o fenômeno pode representar um cenário diferente dos últimos anos marcados por estiagens frequentes. A tendência de chuvas mais regulares pode beneficiar o estabelecimento das lavouras de verão e contribuir para o desenvolvimento das culturas, desde que os volumes ocorram de forma bem distribuída. No entanto, especialistas alertam que excesso de precipitação durante períodos críticos pode afetar a qualidade dos grãos, dificultar aplicações e aumentar a incidência de doenças fúngicas em culturas como trigo, soja e milho.

Além dos impactos diretos sobre as lavouras, o El Niño também influencia a dinâmica dos mercados agrícolas. Eventos climáticos extremos em diferentes regiões do mundo podem afetar a produção global de grãos, alterando a oferta e gerando reflexos nos preços internacionais de commodities como soja, milho e trigo. Organismos internacionais já alertam para possíveis impactos sobre a produção agrícola em diversos continentes caso o fenômeno alcance maior intensidade.
Diante desse cenário, o momento é de acompanhamento constante das previsões climáticas e de planejamento técnico. O monitoramento das condições meteorológicas, aliado ao manejo adequado de solo, escolha de cultivares, estratégias fitossanitárias e gestão de risco, será fundamental para aproveitar as oportunidades e reduzir possíveis impactos causados pelo fenômeno.

A equipe técnica da Cotrisoja seguirá acompanhando a evolução do El Niño 2026/2027 e orientando os produtores associados sobre os reflexos esperados para as culturas de inverno e verão, contribuindo para decisões mais seguras e alinhadas às condições climáticas projetadas para a próxima safra.

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