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6 de novembro de 2026

Sua lavoura de milho foi atingida pelo granizo? Saiba o que fazer antes de decidir

Os temporais registrados nos últimos dias em municípios da área de atuação da Cotrisoja provocaram danos em lavouras de milho, especialmente em decorrência da ocorrência de granizo e ventos fortes. Diante desse cenário, a equipe técnica da cooperativa intensificou o acompanhamento das áreas atingidas, orientando os produtores sobre os cuidados necessários e as possibilidades de recuperação da cultura.

Conforme Flávio Carlet, da Sementes Agroceres, que juntamente com a equipe agronômica da Cotrisoja está realizando visita às propriedades, os danos apresentam diferentes níveis de intensidade, dependendo do estágio de desenvolvimento das plantas, da força dos ventos e da quantidade de granizo registrada em cada localidade. Entre as principais ocorrências observadas estão a perda de área foliar, o tombamento e a quebra de plantas, situações que exigem avaliações individualizadas.

Segundo o profissional, apesar do impacto visual causado pelos temporais, muitas lavouras ainda apresentam capacidade de recuperação, especialmente aquelas que se encontram nos estágios vegetativos iniciais. "O milho que está nos estágios V5, V6 e até V7 ainda possui uma capacidade considerável de recuperação. Por isso, nossa orientação é que o produtor aguarde alguns dias, preferencialmente cerca de uma semana, para observar a reação das plantas antes de tomar qualquer decisão sobre a continuidade da lavoura", explica.

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De acordo com Carlet, o milho apresenta crescimento acelerado nesta fase do desenvolvimento, com emissão de novas folhas em intervalos relativamente curtos, dependendo das condições climáticas. Essa característica pode contribuir para a recuperação parcial da área foliar comprometida pelo granizo. Outro aspecto importante é a participação das folhas superiores no processo de enchimento de grãos. Em lavouras nas quais essas estruturas ainda não foram emitidas, existe a possibilidade de compensação parcial dos danos, desde que os pontos de crescimento permaneçam preservados e as condições ambientais sejam favoráveis.

Entretanto, o engenheiro agrônomo ressalta que a recuperação visual não significa, necessariamente, ausência de perdas produtivas. "Sabemos que haverá perdas em muitas situações, mas a intensidade pode variar bastante. Precisamos avaliar quantas plantas foram efetivamente comprometidas, quantas apresentam condições de recuperação e qual será o impacto sobre o potencial produtivo. Essa análise é fundamental antes de recomendar qualquer intervenção", destaca.

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