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5 de novembro de 2026
Temporais acendem alerta para perdas de produtividade nas lavouras de milho
Os temporais registrados nos dias 3 e 4 de novembro em municípios da região de atuação da Cotrisoja trouxeram preocupação aos produtores rurais, especialmente em relação aos possíveis impactos nas lavouras de milho. A ocorrência de granizo, associada a ventos fortes e chuvas intensas, pode provocar danos às plantas, redução da área foliar e, consequentemente, perdas no potencial produtivo da cultura.
Entre os principais danos observados após eventos climáticos dessa natureza está a desfolha, caracterizada pela perda parcial ou total das folhas. Essas estruturas são fundamentais para a fotossíntese e para a produção de energia necessária ao desenvolvimento das espigas e ao enchimento dos grãos. A intensidade das perdas depende principalmente do estádio de desenvolvimento da cultura, do percentual de área foliar comprometida e das condições de recuperação das plantas. Quanto mais próximo do período reprodutivo, maior tende a ser o impacto da desfolha sobre a produtividade.
Do ponto de vista agronômico, o intervalo entre os estádios VT (pendoamento) e R1 (florescimento) representa uma das fases de maior sensibilidade do milho à perda de folhas. Nesse período, a planta apresenta elevada demanda energética, pois está passando por processos determinantes para a formação dos grãos. A redução da capacidade fotossintética pode comprometer a polinização, a definição do número de grãos e o potencial produtivo da lavoura.
Estimativas técnicas de referência indicam que nessa fase, uma desfolha de 25% pode representar perdas potenciais de produtividade entre 15% e 25%. Quando o comprometimento atinge 50% da área foliar, as perdas estimadas podem variar entre 35% e 50%. Em situações extremas, com desfolha total, o impacto pode ser ainda mais severo. Esses percentuais são indicativos e não representam uma previsão direta das perdas nas áreas atingidas. Os resultados efetivos dependem de fatores como híbrido, intensidade dos danos, condições ambientais, disponibilidade hídrica e capacidade de recuperação das plantas.
Nas fases vegetativas iniciais, especialmente entre V1 e V6, o milho apresenta maior capacidade de recuperação quando o ponto de crescimento permanece preservado. Entretanto, danos intensos, quebra de plantas e comprometimento do estande também podem resultar em perdas significativas. Entre V7 e V12, a redução da área foliar passa a apresentar maior impacto sobre o desenvolvimento da cultura. A partir de V13, com a aproximação do período reprodutivo, a sensibilidade aumenta consideravelmente. Já nos estádios posteriores ao florescimento, os danos às folhas podem comprometer o enchimento dos grãos e a formação do peso final das espigas, dependendo da intensidade da desfolha e do momento em que ela ocorre.
Diante desse cenário, a Cotrisoja orienta os produtores a realizarem uma avaliação criteriosa das lavouras atingidas, evitando conclusões precipitadas sobre a dimensão das perdas. A recomendação é observar a intensidade da desfolha, o estádio fenológico, a integridade dos colmos, a condição do ponto de crescimento e a capacidade de recuperação das plantas. Também é importante monitorar possíveis problemas fitossanitários associados aos ferimentos provocados pelo granizo, sempre considerando a necessidade técnica e a viabilidade de eventuais intervenções.
A Cotrisoja reforça que cada lavoura apresenta condições específicas e que a avaliação individualizada é essencial para dimensionar os prejuízos e orientar as próximas decisões de manejo A equipe de assistência agronômica da cooperativa permanece à disposição dos associados para acompanhar as áreas atingidas, prestar orientações técnicas e auxiliar os produtores na avaliação dos impactos provocados pelos temporais, reafirmando seu compromisso de estar ao lado do produtor também nos momentos de adversidade climática.
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