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26 de outubro de 2026
Safra de milho exige atenção redobrada ao manejo de doenças
As condições climáticas registradas nesta safra de milho exigem atenção dos produtores, especialmente em relação ao desenvolvimento das plantas e ao manejo de doenças. As temperaturas abaixo da média e a menor incidência de radiação solar têm contribuído para um crescimento mais lento da cultura, enquanto a umidade favorece o desenvolvimento de patógenos nas lavouras.
O cenário foi abordado no programa de rádio da Cotrisoja por Flávio Carlet representante da Agroceres, que acompanha o desenvolvimento das culturas na região e em outras áreas do Rio Grande do Sul.
Segundo o profissional, apesar das dificuldades durante a implantação, as lavouras apresentaram, de maneira geral, bom estabelecimento. No entanto, o momento exige atenção redobrada ao manejo fitossanitário, principalmente à medida que as plantas avançam no ciclo. “Estamos com temperaturas abaixo da média e também com baixa luminosidade solar. São dois fatores que estão segurando um pouco o desenvolvimento da cultura neste momento”, explica Carlet.
Condições climáticas favorecem o desenvolvimento de doenças
A combinação de fatores climáticos e condições das plantas pode aumentar a pressão de doenças durante o ciclo do milho. Entre os problemas que merecem atenção estão as manchas foliares, como a bipolaris, além da estria bacteriana, que pode encontrar condições favoráveis de desenvolvimento quando há maior umidade sobre as folhas.
Outros fatores também podem contribuir para a ocorrência de doenças, como lesões provocadas por granizo, vento, fitotoxicidade e deficiências nutricionais. A menor cobertura do solo e o impacto das gotas de chuva sobre as plantas também podem favorecer a formação de lesões e a entrada de patógenos.
Carlet ressalta que o cenário climático exige maior cuidado dos produtores, especialmente porque a pressão de doenças pode aumentar com o avanço do ciclo da cultura. “É um ano em que essas condições estão favoráveis e podemos ter mais pressão de doenças, algo que nos últimos anos não estávamos observando com tanta intensidade”, alerta.
Nesse contexto, o monitoramento frequente das lavouras é essencial para identificar possíveis problemas e orientar as medidas de manejo mais adequadas para cada situação.
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